26 de jan. de 2018

Instituições Religiosas morrem! graças a Deus!

 Série - Texto Piloto

nas ruínas da Igreja nasceu e se desenvolveu uma grande árvore!
seria a Árvore da Vida?
Fechadas em si mesmas, tendo como foco a própria sobrevivência e a permanência  de seus métodos e modelos orgânicos, as Instituições Religiosas ocidentais[1] – sejam quais forem – vão perdendo, com o tempo, a consciência de sua identidade fundadora (partir de seu mito fundante), pois a cristalizam (ou a sacralizam) de forma dogmática transformando-a em ideologia.  Assim, olham para fora com essa “lente”, a ideologia,  que as impedem de perceber a dinâmica do mundo exterior.  Com isso passam a viver ao redor do próprio umbigo, e abstraem o resto do Universo!
Lentamente, vão perdendo a credibilidade e o interesse da população, e morrem de forma uniformemente acelerada (a velocidade começa lenta e com o passar do tempo vai aumentando), até que chega o ponto da morte definitiva e se tornam fósseis culturais – como o vale de ossos secos! (não seja preguiçoso/a/@/x/#/etc  e vá procurar isso na Chave Bíblica! ou na Bíblia on Line... ).
Diferente das empresas, cuja identidade fundante é a produção, a disputa de mercado e o ganho através do lucro – ou seja – movem-se dentro da objetividade, Instituições  Religiosas se originam a partir da subjetividade: determinado ideal, visão de mundo, valores éticos, assumidos como verdade. Com o tempo, essas subjetividades se cristalizam como norma moral, dogma, e o dever “sagrado” de levar essa verdade ao resto do mundo e conquistar adeptos e simpatizantes que garantam sua sobrevivência por mais uma ou duas gerações.   Nesse ponto, as Instituições namoram com a objetividade e procuram atuar  tendo em vista um alvo objetivo – como as empresas: querem conquistar mercados.
Todavia, como são nascidas a partir de um ideal subjetivo, as Instituições Religiosas disputam o mercado com o mesmo único produto (elas mesmas! disfarçando o seu discurso como pregação da fé) formatado da mesma e única maneira – porque compreendido como “verdade absoluta”. Surge a necessidade de impor a sua subjetividade, e, por isso, acabam vendo sua relação com o mundo exterior como “guerra santa”, e o mercado a ser conquistado se torna seu inimigo. O objetivo não é mais anunciar os valores fundadores, mas “salvar” pessoas das mãos do inimigo, e para isso, as “pessoas salvas” necessitam ser obedientes e assumir a ideologia subjetiva da Instituição, sua estrutura e sua organização hierárquica, imutável e absoluta, para continuarem merecendo a “salvação” (seja lá o que isso de fato signifique!).  O que de início era “missão”, se torna necessidade para a própria manutenção e continuidade.
Bem, vamos abrir o jogo, não é? Estou falando da Igreja Ocidental, em sua incrível, e às vezes absurda, diversidade (Deus seja louvado pela diversidade da Igreja!). Católicas (romana, independentes, nacionais, renovadas, e outras coisas mais que adotam um adjetivo comum a toda Igreja Cristã como substantivo e nome próprio); Protestantes Históricos (de todas as matizes e aberrações); Anglicanos e Episcopalianos (os anglo-católicos, os evangelicais, os nem isso - nem aquilo, os em comunhão com Cantuária, os em pretensa comunhão com Cantuária, os que acham bonitinho ser anglicano, e outras maluquices); Pentecostais (não dá pra especificar, ocupa muito espaço); as que brincam de Sinagoga Cristã ou de Templo de Salomão; as que fazem o sincretismo “macumba cristã”; as “turma do gira-gira-gira”; as que pertencem a um Apóstolo, ou a um Vice Deus, ou a um Semi Deus, ou a um quase Deus; as que são uma mistureba disso tudo...  enfim, a enorme fauna institucional dita cristã (e flora, algumas são florzinhas de Jesus, como dizia aquele antigo Hino)  que existe por ai neste século XXI.
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Encerro por aqui este primeiro episódio – chamado Piloto para tentar vender o produto, sem aprofundar as coisas para que você, leitor ou leitora ou leit@r, ou leitxr, ou leit#r (tem mais alguma frescura “politicamente correta” que esqueci ?), reflita e avalie.

Como é? você não gosta de refletir? e nem de ler muito? não perca seu tempo, você está lendo o blogue errado! Vá brincar no Facebook e mandar selfies pelo teu zap-zap, para chatear as pessoas com sua idiotice!


 




[1] Restrinjo esta análise às instituições religiosas ocidentais porque não tenho conhecimento e competência empírica suficiente para avaliar as orientais, cristãs ou não cristãs.