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| nas
ruínas da Igreja nasceu e se desenvolveu uma grande árvore! seria a Árvore da Vida? |
Fechadas em si mesmas,
tendo como foco a própria sobrevivência e a permanência de seus métodos e modelos orgânicos, as Instituições
Religiosas ocidentais[1]
– sejam quais forem – vão perdendo, com o tempo, a consciência de sua
identidade fundadora (partir de seu mito fundante), pois a cristalizam (ou a sacralizam)
de forma dogmática transformando-a em ideologia. Assim, olham para fora com essa “lente”, a
ideologia, que as impedem de perceber a
dinâmica do mundo exterior. Com isso
passam a viver ao redor do próprio umbigo, e abstraem o resto do Universo!
Lentamente, vão perdendo a credibilidade e o interesse da
população, e morrem de forma uniformemente acelerada (a velocidade começa lenta
e com o passar do tempo vai aumentando), até que chega o ponto da morte definitiva
e se tornam fósseis culturais – como o vale de ossos secos! (não seja
preguiçoso/a/@/x/#/etc e vá procurar
isso na Chave Bíblica! ou na Bíblia on Line... ).
Diferente das empresas,
cuja identidade fundante é a produção, a disputa de mercado e o ganho através
do lucro – ou seja – movem-se dentro da objetividade, Instituições Religiosas se originam a partir da
subjetividade: determinado ideal, visão de mundo, valores éticos, assumidos
como verdade. Com o tempo, essas subjetividades se cristalizam como norma moral, dogma, e o dever “sagrado” de
levar essa verdade ao resto do mundo e conquistar adeptos e simpatizantes que
garantam sua sobrevivência por mais uma ou duas gerações. Nesse ponto, as Instituições namoram com a
objetividade e procuram atuar tendo em
vista um alvo objetivo – como as empresas: querem conquistar mercados.
Todavia, como são nascidas a partir de um ideal subjetivo, as
Instituições Religiosas disputam o mercado com o mesmo único produto (elas mesmas! disfarçando o seu discurso como
pregação da fé) formatado da mesma e única maneira – porque compreendido como
“verdade absoluta”. Surge a necessidade de impor a sua subjetividade, e, por
isso, acabam vendo sua relação com o mundo exterior como “guerra santa”, e o
mercado a ser conquistado se torna seu inimigo. O objetivo não é mais anunciar
os valores fundadores, mas “salvar” pessoas das mãos do inimigo, e para isso,
as “pessoas salvas” necessitam ser obedientes e assumir a ideologia subjetiva
da Instituição, sua estrutura e sua organização hierárquica, imutável e
absoluta, para continuarem merecendo a “salvação” (seja lá o que isso de fato
signifique!). O que de início era
“missão”, se torna necessidade para a própria manutenção e continuidade.
Bem, vamos abrir o jogo, não é? Estou falando da Igreja
Ocidental, em sua incrível, e às vezes absurda, diversidade (Deus seja louvado
pela diversidade da Igreja!). Católicas (romana, independentes, nacionais,
renovadas, e outras coisas mais que adotam um adjetivo comum a toda Igreja
Cristã como substantivo e nome próprio); Protestantes Históricos (de todas as matizes
e aberrações); Anglicanos e Episcopalianos (os anglo-católicos, os evangelicais,
os nem isso - nem aquilo, os em comunhão com Cantuária, os em pretensa comunhão
com Cantuária, os que acham bonitinho ser anglicano, e outras maluquices); Pentecostais
(não dá pra especificar, ocupa muito espaço); as que brincam de Sinagoga Cristã
ou de Templo de Salomão; as que fazem o sincretismo “macumba cristã”; as “turma
do gira-gira-gira”; as que pertencem
a um Apóstolo, ou a um Vice Deus, ou a um Semi Deus, ou a um quase Deus; as que
são uma mistureba disso tudo... enfim, a
enorme fauna institucional dita cristã (e flora, algumas são florzinhas de Jesus, como dizia aquele antigo Hino) que existe por ai neste século XXI.
---/---
Encerro por aqui este primeiro episódio – chamado Piloto para
tentar vender o produto, sem aprofundar as coisas para que você, leitor ou
leitora ou leit@r, ou leitxr, ou leit#r (tem mais alguma frescura
“politicamente correta” que esqueci ?), reflita e avalie.
Como é? você não gosta de refletir? e nem de ler muito? não perca seu tempo, você está lendo o blogue errado! Vá brincar no Facebook e mandar selfies pelo teu zap-zap, para chatear as pessoas com sua idiotice!
Como é? você não gosta de refletir? e nem de ler muito? não perca seu tempo, você está lendo o blogue errado! Vá brincar no Facebook e mandar selfies pelo teu zap-zap, para chatear as pessoas com sua idiotice!
[1] Restrinjo esta análise às instituições religiosas ocidentais porque não
tenho conhecimento e competência empírica suficiente para avaliar as orientais,
cristãs ou não cristãs.
