1 de mai. de 2018

O deus em que não creio!

Ira de deusA primeira narrativa
Cansado da eternidade vazia, e entediado com sua própria trindade, deus resolveu criar o universo. E o criou. Há controvérsias de como ele fez isso, mas isso é lá problema dos que acreditam nele. Tendo visto que tudo era muito bom, resolveu criar o ser humano para ter alguém para chatear. Também há controvérsias de como foi criado o ser humano, uns dizem que foi logo criado macho e fêmea, outros dizem que tem o esquema da costela… mas, como já disse antes, isso é lá problema dos que acreditam nele.

Para ficar mais divertido, arrumou uma serpente para criar um probleminha na cabeça do ser humano, e ai os caras comeram a tal fruta proibida. Como viram que estavam nus, aproveitaram… mas então deus apareceu e pegou os caras em flagrante delito. Seguindo o modelo do judiciário brasileiro, baseado em delação premiada – o homem delatou a mulher, a mulher delatou a serpente, a serpente não tinha ninguém para deletar, ficou calada – deus chamou a Tropa de choque, expulsou o casal safadinho do Jardim (não sei para onde foram, já que o que estava criado era o universo qualificado como jardim. mas – como já disse antes – isso é problema dos que acreditam nesse deus).

Dai pra frente, o ser humano só arrumou problemas. Teve de trabalhar sem direitos trabalhistas, e lá pelas tantas o deus se irritou com eles e inundou toda a criação, mas negociou com um cara chamado Noé cuja família foi privilegiada – já havia tráfico de interesses - privilegiada para escapar em uma arca cheia animais (dois casais de cada tipo, mas alguns, que deus não gostava, era só um casal). Depois do enorme temporal de 40 dias, um corvo foi solto, e não voltou, o que deixa claro que uma corvo fêmea não pode procriar, então deve ter ficado tudo por conta do outro casal de corvos , ou o corvo que sobrou inventou a bigamia. Há uma dúvida nunca explicada de como o tal Noé, que ficou responsável pela arca, colocou lá dentro o casal de urso polar do Ártico, as focas da Antártica (a cerveja ele deve ter levado), e de que forma o casal de baleias e todos os peixes ficaram dentro da arca…

ADVERTÊNCIA: SE VOCÊ COMEÇA IDENTIFICAR SUA FÉ COM ESSE deusinho cruel e mimado, PARE DE LER AGORA, PARA NÃO VIR ME CHATEAR COM SUA IRA ODIENTA CONTRA QUEM DISCORDA DE VOCÊ. Fique em paz com seu DEUSINHO e não me encha o saco. Se vou para o inferno e você não, fico feliz em não ter você lá enchendo o saco da gente!
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O Deus em Quem creio!

O Deus em Quem creio é maravilhoso! Vai além da nossa total compreensão, tanto que só pode ser expresso e compreendido a partir da linguagem mítica (não mitológica) e da poesia. É Mistério que Se revela, e que Se manifesta, como Vida em Plenitude Amorosa. 

Apresento um texto resultante de trabalho apresentado à Cadeira de Teologia Sistemática II, sob a regência do saudoso Rev. Prof. Dr. Jaci C. Maraschin, no antigo Seminário Teológico da Igreja Episcopal do Brasil (STIEB), em 1971, o qual me honrou com nota máxima. 

O texto amarelo em negrito itálico é o texto original do trabalho, validado pelo Professor e posteriormente pelo Bispo Sumio Takatsu, que, com o Maraschin, dividia a cadeira de Sistemática no STIEB de meu tempo e depois no IAET (Instituto Anglicano de Educação Teológica, da Diocese de São Paulo). Dom Cláudio Gastal autorizou o uso dessa Confissão de Fé na área Pastoral Sul de Santa Catarina e posteriormente o Bispo Filadelfo a autorizou para uso na Paróquia São Paulo Apóstolo. Eu costumo usar esta Confissão de Fé em varias celebrações porque entendo ser uma paráfrase do Credo Niceno-Constantinopolitano em linguagem menos helenista e mais atual.

O texto sem ser negrito itálico é minha reflexão atualizada sobre o texto. 
(clique em "mais informações" para ver o texto completo).

26 de jan. de 2018

Instituições Religiosas morrem! graças a Deus!

 Série - Texto Piloto

nas ruínas da Igreja nasceu e se desenvolveu uma grande árvore!
seria a Árvore da Vida?
Fechadas em si mesmas, tendo como foco a própria sobrevivência e a permanência  de seus métodos e modelos orgânicos, as Instituições Religiosas ocidentais[1] – sejam quais forem – vão perdendo, com o tempo, a consciência de sua identidade fundadora (partir de seu mito fundante), pois a cristalizam (ou a sacralizam) de forma dogmática transformando-a em ideologia.  Assim, olham para fora com essa “lente”, a ideologia,  que as impedem de perceber a dinâmica do mundo exterior.  Com isso passam a viver ao redor do próprio umbigo, e abstraem o resto do Universo!
Lentamente, vão perdendo a credibilidade e o interesse da população, e morrem de forma uniformemente acelerada (a velocidade começa lenta e com o passar do tempo vai aumentando), até que chega o ponto da morte definitiva e se tornam fósseis culturais – como o vale de ossos secos! (não seja preguiçoso/a/@/x/#/etc  e vá procurar isso na Chave Bíblica! ou na Bíblia on Line... ).
Diferente das empresas, cuja identidade fundante é a produção, a disputa de mercado e o ganho através do lucro – ou seja – movem-se dentro da objetividade, Instituições  Religiosas se originam a partir da subjetividade: determinado ideal, visão de mundo, valores éticos, assumidos como verdade. Com o tempo, essas subjetividades se cristalizam como norma moral, dogma, e o dever “sagrado” de levar essa verdade ao resto do mundo e conquistar adeptos e simpatizantes que garantam sua sobrevivência por mais uma ou duas gerações.   Nesse ponto, as Instituições namoram com a objetividade e procuram atuar  tendo em vista um alvo objetivo – como as empresas: querem conquistar mercados.
Todavia, como são nascidas a partir de um ideal subjetivo, as Instituições Religiosas disputam o mercado com o mesmo único produto (elas mesmas! disfarçando o seu discurso como pregação da fé) formatado da mesma e única maneira – porque compreendido como “verdade absoluta”. Surge a necessidade de impor a sua subjetividade, e, por isso, acabam vendo sua relação com o mundo exterior como “guerra santa”, e o mercado a ser conquistado se torna seu inimigo. O objetivo não é mais anunciar os valores fundadores, mas “salvar” pessoas das mãos do inimigo, e para isso, as “pessoas salvas” necessitam ser obedientes e assumir a ideologia subjetiva da Instituição, sua estrutura e sua organização hierárquica, imutável e absoluta, para continuarem merecendo a “salvação” (seja lá o que isso de fato signifique!).  O que de início era “missão”, se torna necessidade para a própria manutenção e continuidade.
Bem, vamos abrir o jogo, não é? Estou falando da Igreja Ocidental, em sua incrível, e às vezes absurda, diversidade (Deus seja louvado pela diversidade da Igreja!). Católicas (romana, independentes, nacionais, renovadas, e outras coisas mais que adotam um adjetivo comum a toda Igreja Cristã como substantivo e nome próprio); Protestantes Históricos (de todas as matizes e aberrações); Anglicanos e Episcopalianos (os anglo-católicos, os evangelicais, os nem isso - nem aquilo, os em comunhão com Cantuária, os em pretensa comunhão com Cantuária, os que acham bonitinho ser anglicano, e outras maluquices); Pentecostais (não dá pra especificar, ocupa muito espaço); as que brincam de Sinagoga Cristã ou de Templo de Salomão; as que fazem o sincretismo “macumba cristã”; as “turma do gira-gira-gira”; as que pertencem a um Apóstolo, ou a um Vice Deus, ou a um Semi Deus, ou a um quase Deus; as que são uma mistureba disso tudo...  enfim, a enorme fauna institucional dita cristã (e flora, algumas são florzinhas de Jesus, como dizia aquele antigo Hino)  que existe por ai neste século XXI.
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Encerro por aqui este primeiro episódio – chamado Piloto para tentar vender o produto, sem aprofundar as coisas para que você, leitor ou leitora ou leit@r, ou leitxr, ou leit#r (tem mais alguma frescura “politicamente correta” que esqueci ?), reflita e avalie.

Como é? você não gosta de refletir? e nem de ler muito? não perca seu tempo, você está lendo o blogue errado! Vá brincar no Facebook e mandar selfies pelo teu zap-zap, para chatear as pessoas com sua idiotice!


 




[1] Restrinjo esta análise às instituições religiosas ocidentais porque não tenho conhecimento e competência empírica suficiente para avaliar as orientais, cristãs ou não cristãs.